Abono de permanência
Governo age para conter aposentadoria em massa de SPFs
Pelo menos 110 mil dos 587 mil servidores públicos do Poder Executivo federal terão direito à aposentadoria até 2015. Só neste ano, 15 mil poderão deixar para trás a labuta diária. Se a maioria resolver vestir o pijama, haverá perda significativa de profissionais tarimbados, detentores da memória administrativa do país — aqueles que tocam o barco independentemente do comando e sabem exatamente quais são e como funcionam os programas executados pelo órgão a que pertencem
O mais grave é o custo para manter cerca de 1 milhão de servidores federais inativos. O rombo do setor é de R$ 60 bilhões. Para diminuir a sangria dos cofres públicos e a perda de técnicos capacitados em áreas estratégicas, o governo oferece abono de permanência de 11% àqueles que optam por continuar trabalhando.
Atualmente, o benefício é pago a 83.982 funcionários. De acordo com o Ministério do Planejamento (MPOG), com base na média dos últimos cinco anos, apenas 20% dos 110 mil deverão optar pela aposentadoria.
Embora o MPOG informe que o peso futuro na folha de pessoal não pode ser avaliado, estimativas apontam que o custo vai dobrar nos 12 meses de 2015, passando dos atuais R$ 630 milhões para R$ 1,6 bilhão os gastos com o pagamento do abono de permanência. Mesmo assim, é mais barato manter o servidor na ativa do que deixá-lo ir para casa.
Apesar de 80% dos servidores optarem por continuar na ativa, o abono de permanência é considerado uma "escravidão" pela Condsef: "A maioria não se aposenta porque perde quase 30% da remuneração, devido às mudanças das regras em 2007, quando o governo deixou de considerar para a aposentadoria a média dos últimos cinco anos de contribuição e passou a pagar apenas 50% da gratificação por desempenho”. (Fonte: Correio Braziliense)
Lavagem do Bonfim
Nesta quinta-feira, 17, o Sintsef-BA participará, ao lado da CUT Bahia, da Lavagem do Bonfim. O sindicato levará suas reivindicações para a rua, num bloco que reunirá fé, tradição e luta. As camisas, em quantidade limitada, serão distribuídas aos filiados por ordem de chegada no local de saída do cortejo, nas imediações da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a partir das 8h.
Aposentadoria
Entre os previstos para se aposentar no próximo triênio, 65% estão, segundo o Planejamento, em ministérios com maior contingente de servidores efetivos: Fazenda (12 mil), Educação (37 mil) e Saúde (22 mil). Não há relação direta entre aposentadorias e cargos a serem preenchidos. O governo decide contratar ou criar outras carreiras após analisar a execução de suas políticas. Com o benefício, o governo espera que o servidor trabalhe até a compulsória, aos 70 anos de idade. Uma vez incorporado ao salário, o abono sofre desconto de Imposto de Renda. (Correio Braziliense)
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